Rio 2016 – É a hora do Brasil crescer!

Dia 2 de outubro de 2009  é a data que não irá sair da cabeça do brasileiro e do carioca, principalmente, nem tão cedo. Foi o dia que o Comitê Olímpico Internacional anunciou a cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Fato inédito na historia das Olimpíadas e o Rio é a primeira cidade da América do Sul.

E os críticos que não queriam a conquista do Rio de Janeiro deram como argumentos: O superfaturamento das obras no Pan-Americano de 2007, a falta de transparência no dinheiro publico investido nas obras, a falta de compromisso dos dirigentes e políticos com o orçamento do Pan, a falta de uma politica esportiva em todo o país, a falta de apoio ao esporte brasileiro pelas grandes empresas. Esses foram alguns argumentos que são verdadeiros, mas deixo a seguinte pergunta:

O brasileiro teria que esperar até quando a moralização da politica brasileira e a modernização da gestão esportiva no país?

Acreditar que um Obama brasileiro possa aparecer nos próximos anos e moralizar a politica do nosso país é acreditar no mesmo sonho quando elegemos o atual presidente da República. A moralização na politica nacional só passará a existir quando o povo brasileiro parar de se contentar com pouco nas vésperas das eleições como uma bolsa família aqui, uma cesta básica ali. A consciência na hora do voto, só assim poderemos ter um Brasil de menos impunidade e mais justiça social.

Temos que passar a ter uma cultura na hora de saber escolher o nosso governante, analisar bem sua carreira politica e o que ele tem a nos oferecer, qual o projeto que ele busca implantar que irá refletir na melhoria da minha vida como cidadão? O brasileiro peca na escolha do imediatismo, temos que mudar e pensar num projeto, a longo prazo. Um Brasil moralizado só se dará quando sairmos do cenário do sonho e passarmos para o concreto.

E a gestão esportiva no nosso país, não tem nenhum exemplo que deve ser seguido?

A critica que recai sobre o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, é que ele não tem dado o apoio devido as outras modalidades esportivas que não tem um grande apelo da mídia e com isso não consegue patrocinadores para melhorar seu rendimentos nas competições e na maioria das vezes nem consegue classificar um atleta que seja para os jogos olímpicos. Isso tudo é verdade.

Mas generalizar dizendo que o esporte olímpico brasileiro não tem seriedade na sua gestão é um absurdo.E o trabalho desenvolvido pela Confederação Brasileira de Vôlei, que com o seu presidente Ary Graça, vem consolidando o voleibol brasileiro como uma das hegemonias do vôlei mundial e que a cada ano mais jovens buscam essa modalidade pois olham o sucesso e a credibilidade do projeto realizado por essa confederação.

E finalmente depois de anos de falta de seriedade, o basquete brasileiro, volta a ter esperanças com a nova gestão que assumiu no lugar do Grego. A volta de antigos craques do basquete para assumir a gestão na CBB e com isso trazer de volta a identidade que faltava ao basquete brasileiro. Agora é evitar a briga de egos entre eles e fazer o esporte crescer novamente no cenário mundial.

A necessidade de fortalecer o esporte universitário

A Olimpíada de 2016 é uma grande oportunidade para o esporte brasileiro passar a seguir o exemplo do esporte olímpico nos Estados Unidos. Precisamos resgatar e massificar o esportes nas universidades de todo o país. É evidente que algumas instituições de ensinos estão sucateadas e com problemas financeiros, mas precisamos arranjar um modo de popularizar e trazer patrocínio para a pratica de esportes no âmbito acadêmico.

É a melhor maneira de encontrarmos futuros campeões dos esportes é através do esporte aliado a educação acadêmica. É a hora de valorizarmos a pratica esportiva em faculdades como a USP,UERJ,UFRJ,UFMG e em todas as outras e isso acontecendo passando a ter a preocupação que o esporte seja de alto rendimento e não somente mais uma atividade física.

Pena que universidades como a Gama Filho, no Rio de Janeiro, por causa de má gestão financeira acabou deixando na mão grandes atletas olímpicos do brasil, como os judocas Flávio Canto e João Gabriel Schilitter.

E a imprensa que criticou a falta de seriedade no comando do esporte brasileiro, poderia em 2010, se posicionar e mostrar para a população quem seriam os melhores candidatos nas urnas. Pois somos formadores de opinião, é fácil criticar qualquer dirigente e politico, mas cabe a nós também, influenciar e esclarecer o brasileiro sobre quem pode fazer um Brasil de FATO, melhor!

E quem poderá trazer de volta a cidade maravilhosa com mais segurança e oportunidades.

A alegria do carioca e as belezas da cidade: RIO 2016!
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