Ser sócio de um clube no Brasil até que ponto é uma boa?

O Internacional de Porto Alegre hoje pode ser orgulhar de seu ousado plano de marketing que associado a credibilidade da diretoria já geraram ao clube o número de 100 mil sócios ativos na renda mensal do colorado. E outros clubes como Vasco, Flamengo, Coritiba, São Paulo e Atlético-PR tentam fazer o mesmo caminho.

Mas até que ponto é uma boa ser sócio de um clube no Brasil?

Quando se pensa em se associar um clube, em primeiro lugar está a paixão do torcedor por aquele clube e ele mal ou bem acaba esquecendo o mais importante qual é a estrutura e até que ponto eu posso contribuir politicamente para a mudança do meu clube a cada dia.

O clube de maior torcida do Brasil, o Flamengo, tem uma sede que precisa de uma revitalizada por completo, mas mesmo assim os associados podem praticar no clube desde tênis, basquete, vôlei, judô, natação, futsal, por exemplo. E aposta no projeto “ Cidadão Rubro-Negro” para conhecer melhor o seu torcedor e arrecadar junto a ele para a melhoria de fato de todo o clube.

O Inter saiu na frente dos outros clubes pois se reestruturou primeiramente economicamente e politicamente. E trouxe de volta a confiança dos colorados em  depositar suas economias no clube e isso só poderia resultar num time competitivo em campo e um clube com forte potencial econômico no cenário mundial.

Até o Vasco, que hoje infelizmente figura na segunda divisão do futebol nacional, parece que aprendeu a lição e busca através da campanha “ O Sentimento não pode parar”  conseguir sócios para ajudar na reconstrução financeira do clube e em curto prazo poder dar a esse torcedor um time digno com a tradição do Gigante da Colina.

E os projetos independentes, liderados por torcedores desvinculados socialmente do clube, podem dar certo?

Com seriedade e transparência claro que esses projetos podem ajudar nessa reconstrução dos nossos clubes. Como exemplos temos o MUV e o projeto NaAção, idealizado por jovens flamenguistas, que buscam na conscientização dos sócios  nas próximas eleições do clube, uma chance de ver seu clube de novo grandioso como sempre foi e sempre será.

Antes de qualquer julgamento sobre os torcedores que fazem parte desse tipo de movimento, tome a iniciativa de conhece-los, trocar uma idéia. Pois quem ama seu clube como um torcedor “fiel” que deixa o sofá de casa para ir na arquibancada, não tem de forma alguma a intenção e o objetivo de enriquecimento próprio e causando a ilusão dos que acreditaram na idéia inicial de um possível projeto.

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